segunda-feira, 9 de março de 2009
Garrafas cá do fundo...
Primeiro a serra semeada terra a terra
Nas vertentes da promessa
Nas vertentes da promessa
Depois o verde que se ganha ou que se perde
Quando a chuva cai depressa
Quando a chuva cai depressa
E nasce o fruto quantas vezes diminuto
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia
Suor do rosto pra pisar e ver o mosto
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho
E pelo rio vai dourado o nosso brio
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida
E para o mundo vão garrafas cá do fundo
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o nosso mar
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o desconforto
Para o que anda torto
Neste navegar
Por isso há festa não há gente como esta
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão
Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão
E são atletas, corredores de bicicletas
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz
E as barracas mais os cortes nas casacas
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz
Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice
Alicerce da amizade em Portugal
É o conforto de um amor tomado aos tragos
Que trazemos por vontade em Portugal
Se nós quisermos entornar a pequenez
Se nós soubermos ser amigos desta vez
Não há champanhe que nos ganhe
Nem ninguém que nos apanhe
Porque o vinho é português
Carlos Paião
Viajantes...




Se de facto eu pudesse escolher uma profissão, seria a de viajante, aquele que viaja pelo simples prazer da descoberta, da mudança, da interacção humana com gente diferente e ao mesmo tempo tão igual.
Descobrem-se novos refúgios, partilham-se novas experiencias e acima de tudo alimentam-se ligações e ganham-se novas bolsas de ar aqui para o espírito.
As fotografias são tiradas ao segundo, não só pelo movimento do dedo ao carregar no botão, mas pelos olhos que tanto comem.
Fotos:Minhas
quinta-feira, 5 de março de 2009
Mar Adentro...

Mar adentro,
Mar adentro.
E na leveza do fundo, onde os sonhos se cumprem,
Juntando-se as vontades para realizar um desejo.
O teu olhar e o meu olhar, como um eco repetindo, sem palavras,
Mais para dentro, mais para dentro,
Para lá de tudo, para lá do sangue e dos ossos.
Mas desperto sempre e sempre quero estar morto,
para manter a minha boca, enredada nos teus cabelos.
Mar Adentro
quarta-feira, 4 de março de 2009
Qual é coisa, quem é ela?
Momento alto do dia de hoje: A coisa é uma música linda, triste mas fantástica, daquelas que acalma uma viagem rotineira de comboio, viagem que se repete praticamente todos os dias, ela sou eu, que vou ali sentada naqueles bancos, onde já se sentarem milhares de pessoas… Curioso é a precisão da música ao passar por aquela estação… Confesso que me arrepiei...
segunda-feira, 2 de março de 2009
Improviso de Musical ...
A prova de que realmente o inesperado nos deixa de boca aberta, a reacção pretendida.Fantástico…
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