Também nos faz falta! Tempo a sós é uma prenda que deveria-mos dar ao nosso eu com uma maior regularidade. Afastamos muitas vezes esta hipótese porque parece relembrar a palavra solidão, quando de facto precisamos dela por breves momentos.
Escolher o sitio que queremos, relaxar, não olhar para o relógio e termos uma conversa connosco. Lançar a pergunta: Estás bem? Sentes-te bem? E independentemente da resposta negativa ou positiva tentar chegar ao porquê. Mesmo que o porquê não venha ou não se queira mostrar, acabamos sempre por dedicar a nossa atenção a nós, respiramos por breves momentos e ganhamos bolas de ar para o que vem lá no caminho.
Hoje foi isso que resolvi fazer comigo! Obrigar-me a ter calma e ganhar novas forças. As fases egoístas podem parecer medonhas, para os outros, pois são os outros que são afectados em primeira mão. Mas são fundamentais para o meu bem estar. O desligar do que me rodeia por alguns momentos é um sinal de que algo se passa e que preciso de mudar de rumo. A energia ganha-se e voltamos a tentar. Olhamos em volta e conseguimos ver o passarinho a saltitar e ainda ouvir o barulho bruto e arrebatador do Mar.
Banda sonora do dia:
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Ao encontrar-me ...
Ao encontrar-me comigo às vezes penso …
Que penso demais …
Em ti…
Naquilo que vivemos…
Ou será…
Que a minha imaginação…
Criou e ouviu palavras soltas, que estavam perdidas por aí …
Palavras que voam facilmente …
Aquelas que só têm significado para quem as agarra e acredita no seu valor …
Os teus olhos falaram comigo? Ou fui eu, que hipnotizada pelo seu brilho, os questionei?
Ouvi realmente a música produzida pelos teus gemidos enquanto me olhavas profundamente?
Ou era eu quem te olhava profundamente enquanto gemias , naqueles momentos em que o prazer físico alimentava duas almas carentes e confusas …?
É tão fácil enganar a alma, mas só por breves momentos … Depois ela exige-nos sempre mais do que conseguimos dar…
Conseguimos ou queremos dar?
Aquela música. As horas que gastámos a ouvi-la …
Aquela que me mostraste … Decifrei a letra … Era eu a quem aquelas palavras chamavam…
Era eu ou eras tu?
O mistério que te envolvia prendeu-me. Eu sei. Sempre me agarraram os lados escuros …
Talvez porque neles existe o socorro, a ajuda para nos conseguirmos ver, tal como somos outra vez…
Delirava com a ideia de poder conhecer um bocadinho mais desse teu lado mais obscuro, aquele que todos nós temos …
Mas o teu! O teu era diferente … E o diferente seduz …
Não o querias mostrar e por isso escondeste-te…
Ou tiveste medo de o mostrar e por isso utilizaste o recurso da fuga como escapatória?
Despi a alma e o corpo e deitei-me na tua cama … Ou terei eu despido apenas o corpo para os teus olhos?
Deitei-me na tua cama, sem qualquer pudor, instintivamente, como se sempre o tivesse feito…
Assustei-me …
Assustamo-nos sempre com o que nos surpreende e nos prende …
Pois aquilo que nos prende parece roubar-nos a Liberdade…
Quis fugir …
E fugi …
Para me encontrar ou então me perder sem ter consciência … Agarrada a palavras, que mais tarde descobri que tinham prazo de validade …
A ideia já sentida de me apaixonar por ti, que sempre tiveste tão perto e tão distante …
Deu novamente asas há minha inquietude, quase que genuína …
Paixão?
Palavras que nunca te disse! Porque foram sentidas antes de se conseguirem pronunciar …
A adrenalina fala sempre mais alto quando sabemos que podemos perder a qualquer instante…
Queria o garantido que me prometiam as tuas palavras e o inseguro que representavas ser para mim…
Tinhas o hábito irritante de dizer que eu tentava aparentar ser mais segura do que na realidade o sou …
Fdx… Como é que não me conhecendo tão bem, como julgavas, tinhas a capacidade de acertar?
Existiram palavras que bateram á porta. Sim existiram… Mas nunca conseguiram sair …
O que vivemos e a nossa experiência molda-nos e aumenta tudo o que envolve a palavra insegurança …
O que é que vives-te?
O que é que disseste?
O que é que sentiste?
Afecto é um mal que nos falta a todos…
E o lado bom e o mau quando resolvem lutar por ele, alimentam uma guerra de facto interessante…
Volto há questão do fascínio que a inconstância provoca em mim…
Como me detesto, quando consigo sorrir verdadeiramente, daquilo que me faz mal e alimenta o caos em mim…
Caos … Dizes tu …
Que palavra bonita…
Eras mesmo tu?
Ou foste apenas produto da minha imaginação fértil?
É agora…
Que ao encontrar-me comigo, volto a perder-me e penso…
E penso que penso demais…
Que penso demais …
Em ti…
Naquilo que vivemos…
Ou será…
Que a minha imaginação…
Criou e ouviu palavras soltas, que estavam perdidas por aí …
Palavras que voam facilmente …
Aquelas que só têm significado para quem as agarra e acredita no seu valor …
Os teus olhos falaram comigo? Ou fui eu, que hipnotizada pelo seu brilho, os questionei?
Ouvi realmente a música produzida pelos teus gemidos enquanto me olhavas profundamente?
Ou era eu quem te olhava profundamente enquanto gemias , naqueles momentos em que o prazer físico alimentava duas almas carentes e confusas …?
É tão fácil enganar a alma, mas só por breves momentos … Depois ela exige-nos sempre mais do que conseguimos dar…
Conseguimos ou queremos dar?
Aquela música. As horas que gastámos a ouvi-la …
Aquela que me mostraste … Decifrei a letra … Era eu a quem aquelas palavras chamavam…
Era eu ou eras tu?
O mistério que te envolvia prendeu-me. Eu sei. Sempre me agarraram os lados escuros …
Talvez porque neles existe o socorro, a ajuda para nos conseguirmos ver, tal como somos outra vez…
Delirava com a ideia de poder conhecer um bocadinho mais desse teu lado mais obscuro, aquele que todos nós temos …
Mas o teu! O teu era diferente … E o diferente seduz …
Não o querias mostrar e por isso escondeste-te…
Ou tiveste medo de o mostrar e por isso utilizaste o recurso da fuga como escapatória?
Despi a alma e o corpo e deitei-me na tua cama … Ou terei eu despido apenas o corpo para os teus olhos?
Deitei-me na tua cama, sem qualquer pudor, instintivamente, como se sempre o tivesse feito…
Assustei-me …
Assustamo-nos sempre com o que nos surpreende e nos prende …
Pois aquilo que nos prende parece roubar-nos a Liberdade…
Quis fugir …
E fugi …
Para me encontrar ou então me perder sem ter consciência … Agarrada a palavras, que mais tarde descobri que tinham prazo de validade …
A ideia já sentida de me apaixonar por ti, que sempre tiveste tão perto e tão distante …
Deu novamente asas há minha inquietude, quase que genuína …
Paixão?
Palavras que nunca te disse! Porque foram sentidas antes de se conseguirem pronunciar …
A adrenalina fala sempre mais alto quando sabemos que podemos perder a qualquer instante…
Queria o garantido que me prometiam as tuas palavras e o inseguro que representavas ser para mim…
Tinhas o hábito irritante de dizer que eu tentava aparentar ser mais segura do que na realidade o sou …
Fdx… Como é que não me conhecendo tão bem, como julgavas, tinhas a capacidade de acertar?
Existiram palavras que bateram á porta. Sim existiram… Mas nunca conseguiram sair …
O que vivemos e a nossa experiência molda-nos e aumenta tudo o que envolve a palavra insegurança …
O que é que vives-te?
O que é que disseste?
O que é que sentiste?
Afecto é um mal que nos falta a todos…
E o lado bom e o mau quando resolvem lutar por ele, alimentam uma guerra de facto interessante…
Volto há questão do fascínio que a inconstância provoca em mim…
Como me detesto, quando consigo sorrir verdadeiramente, daquilo que me faz mal e alimenta o caos em mim…
Caos … Dizes tu …
Que palavra bonita…
Eras mesmo tu?
Ou foste apenas produto da minha imaginação fértil?
É agora…
Que ao encontrar-me comigo, volto a perder-me e penso…
E penso que penso demais…
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Coisas Selvagens...
Ontem foi dia de cinema! O filme já aqui estava no sitio onde as coisas acontecem a algum tempo, quando finalmente saiu cá para fora, tive de o absorver.
A expectativa era aquela mesma, nem mais nem menos, um filme que revela que todos nós temos o nosso sitio onde coisas selvagens acontecem, bem dentro de nós. Onde o conflito se mistura com a falta de controle, onde o caos se instala por vezes e de onde só conseguimos sair aprendendo e olhando ao nosso redor.
A explosão foi inevitável e a mistura de ingredientes verdadeiramente sentidos também... Por breves momentos voltei a ser bem pequenina e a desejar um colo familiar de onde por vezes nunca queremos sair.
p.s: Banda sonora fantástica
A expectativa era aquela mesma, nem mais nem menos, um filme que revela que todos nós temos o nosso sitio onde coisas selvagens acontecem, bem dentro de nós. Onde o conflito se mistura com a falta de controle, onde o caos se instala por vezes e de onde só conseguimos sair aprendendo e olhando ao nosso redor.
A explosão foi inevitável e a mistura de ingredientes verdadeiramente sentidos também... Por breves momentos voltei a ser bem pequenina e a desejar um colo familiar de onde por vezes nunca queremos sair.
p.s: Banda sonora fantástica
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Dias Tostas Mistas...
Estes dias são estranhos! Dias aos quais chamo dias tostas mistas! Porque são de facto um misto de emoções! Hoje passei de um estado de apatia, para as saudades verdadeiramente sentidas de alguns momentos onde me cruzei com gente verdadeiramente genuína, para a vontade de voltar a fazer um rali por montanhas, vales e rios, até agora, até ao medo do caos que se encontra há minha volta. Não do meu, porque com o meu caos posso eu bem ou vou achando que posso. Mas com o dos outros, daqueles que estão aqui nas minhas entranhas, que me ajudam a respirar. Por eles hoje perco o sono e ganho preocupação.
Tento abstrair-me dessa preocupação, para ver se o sono chega e se chega de mansinho, e para isso volto ao rali, volto aquela beleza que vi e aquela adrenalina que senti que nunca irei esquecer. Experiências que nos enchem, que se gravam mas que não se voltam a repetir, porque nunca serão vividas da mesma forma, com a mesma intensidade.
Bem, acho que o dia de hoje está a acabar e não passará mesmo de um misto. Resta-me come-lo e desejar-lhe uma boa noite.
Tento abstrair-me dessa preocupação, para ver se o sono chega e se chega de mansinho, e para isso volto ao rali, volto aquela beleza que vi e aquela adrenalina que senti que nunca irei esquecer. Experiências que nos enchem, que se gravam mas que não se voltam a repetir, porque nunca serão vividas da mesma forma, com a mesma intensidade.
Bem, acho que o dia de hoje está a acabar e não passará mesmo de um misto. Resta-me come-lo e desejar-lhe uma boa noite.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Rendo-me à sola do sapato...

Tenho os meus olhos nos figos:
Quando vai ser o tempo?
Estou tão fodido, em termos de:
Quem me me tirou
O que eu
Tinha?
E então:
…sou ou não sou?
Um cabrão?
Um amigo das estepes?
Um percebe?
A solução da manigância no meu seio,
O mundo da puta nas mãos.
Porquê agora?
Se eu não me meti com nada;
Muito menos com ninguém.
Quem pôs em causa que o Magoito?
Quem me phodeu?
Quem me phez assim?
O meu sangue, na minha pele,
Deitado mal.
Mais as hastes nos olhos.
Já não me governo
Com tão pouco.
Rendo-me à sola
Dos sapatos.
Vão-se foder todos:
Estou livre.
Ou livrem-se todos:
Estou fodido.
Vem dar ao mesmo.
Temos que ser uns para os outros.
Eu não sei o que isso quer dizer.
Adeus.
Miguel Esteves Cardoso
Foto: Catarina Pires (ou eu)
Assinar:
Postagens (Atom)