Dias cheios de música, que nos enchem a alma... Por vezes a vontade de viver assim sem qualquer regra, a não ser a que nós próprios ditamos fala mais alto. Valeu a pena cada minuto, valeu a pena cada dor de joelho... Porque agora, tudo o que me enche a memória está recheado do factor magia... I´m Alive ...
Combien de temps... Combien de temps encore Des années, des jours, des heures, combien ? Quand j'y pense, mon coeur bat si fort... Mon pays c'est la vie. Combien de temps... Combien ?
Je l'aime tant, le temps qui reste... Je veux rire, courir, pleurer, parler, Et voir, et croire Et boire, danser, Crier, manger, nager, bondir, désobéir J'ai pas fini, j'ai pas fini Voler, chanter, parti, repartir Souffrir, aimer Je l'aime tant le temps qui reste
Je ne sais plus où je suis né, ni quand Je sais qu'il n'y a pas longtemps... Et que mon pays c'est la vie Je sais aussi que mon père disait : Le temps c'est comme ton pain... Gardes-en pour demain...
J'ai encore du pain Encore du temps, mais combien ? Je veux jouer encore... Je veux rire des montagnes de rires, Je veux pleurer des torrents de larmes, Je veux boire des bateaux entiers de vin De Bordeaux et d'Italie Et danser, crier, voler, nager dans tous les océans J'ai pas fini, j'ai pas fini Je veux chanter Je veux parler jusqu'à la fin de ma voix... Je l'aime tant le temps qui reste...
Combien de temps... Combien de temps encore ? Des années, des jours, des heures, combien ? Je veux des histoires, des voyages... J'ai tant de gens à voir, tant d'images.. Des enfants, des femmes, des grands hommes, Des petits hommes, des marrants, des tristes, Des très intelligents et des cons, C'est drôle, les cons ça repose, C'est comme le feuillage au milieu des roses...
Combien de temps... Combien de temps encore ? Des années, des jours, des heures, combien ? Je m'en fous mon amour... Quand l'orchestre s'arrêtera, je danserai encore... Quand les avions ne voleront plus, je volerai tout seul... Quand le temps s'arrêtera.. Je t'aimerai encore Je ne sais pas où, je ne sais pas comment... Mais je t'aimerai encore... D'accord ?
"I understand, all right. The hopeless dream of being - not seeming, but being. At every waking moment, alert. The gulf between what you are with others and what you are alone. The vertigo and the constant hunger to be exposed, to be seen through, perhaps even wiped out. Every inflection and every gesture a lie, every smile a grimace. Suicide? No, too vulgar. But you can refuse to move, refuse to talk, so that you don't have to lie. You can shut yourself in. Then you needn't play any parts or make wrong gestures. Or so you thought. But reality is diabolical. Your hiding place isn't watertight. Life trickles in from the outside, and you're forced to react. No one asks if it is true or false, if you're genuine or just a sham. Such things matter only in the theatre, and hardly there either. I understand why you don't speak, why you don't move, why you've created a part for yourself out of apathy. I understand. I admire. You should go on with this part until it is played out, until it loses interest for you. Then you can leave it, just as you've left your other parts one by one. "
Que este senhor é genial já o sabia. Ingmar Bergman é sem dúvida aquele que nos relembra que a arte do cinema tem como objectivo tocar o espectador e fazer com que este se envolva na loucura que é o pensar. A falha de ainda não ter visto este filme era grave, mas foi hoje resolvida. Persona é de facto arte.
Também nos faz falta! Tempo a sós é uma prenda que deveria-mos dar ao nosso eu com uma maior regularidade. Afastamos muitas vezes esta hipótese porque parece relembrar a palavra solidão, quando de facto precisamos dela por breves momentos. Escolher o sitio que queremos, relaxar, não olhar para o relógio e termos uma conversa connosco. Lançar a pergunta: Estás bem? Sentes-te bem? E independentemente da resposta negativa ou positiva tentar chegar ao porquê. Mesmo que o porquê não venha ou não se queira mostrar, acabamos sempre por dedicar a nossa atenção a nós, respiramos por breves momentos e ganhamos bolas de ar para o que vem lá no caminho. Hoje foi isso que resolvi fazer comigo! Obrigar-me a ter calma e ganhar novas forças. As fases egoístas podem parecer medonhas, para os outros, pois são os outros que são afectados em primeira mão. Mas são fundamentais para o meu bem estar. O desligar do que me rodeia por alguns momentos é um sinal de que algo se passa e que preciso de mudar de rumo. A energia ganha-se e voltamos a tentar. Olhamos em volta e conseguimos ver o passarinho a saltitar e ainda ouvir o barulho bruto e arrebatador do Mar.